Famílias recebem fotos de homens mortos e jogados no rio em Dias D'Ávila; "guerra" entre bairros motivou crime - SAJ PUBLICIDADE

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quinta-feira, 5 de março de 2020

Famílias recebem fotos de homens mortos e jogados no rio em Dias D'Ávila; "guerra" entre bairros motivou crime


Quatro dias de angústia, fotos recebidas pelo aplicativo WhatsApp e tristeza no final. Duas famílias de Dias D'Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, estão assustadas com os assassinatos de André Luis Pereira Lisboa, de 33 anos, e de Fábio de Souza Pinho, 35. Os corpos deles foram achados na manhã desta quinta-feira (5/3) após uma mobilização da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros.
Familiares dos dois estão com medo e não falam com a imprensa, mas o Aratu On apurou que eles estavam juntos no bairro Futurama 2 durante uma partida de futebol. Em seguida, após o apito final, saíram e foram sequestrados por homens armados. Os bandidos fotografaram a dupla já rendida e ainda viva. Depois, fizeram registros parecidos mostrando André e Fábio já mortos. Em pouco tempo, parentes receberam os arquivos. 


Uma das imagens, com os corpos ao fundo, mostra um recado escrito supostamente pelos traficantes. "CP c* deixando claro, mexe com quem não conhece as coisas acontece [isso]. 'Tamos' deixando claro: nosso problema com a favela, não com a comunidade". 
Dias D'Ávila vive uma "guerra" do tráfico e, segundo relatos de moradores, quem reside em um bairro não pode entrar em localidades dominadas por bandidos rivais. Conhecidos André e Fábio, que era também chamado de Thales, garantiram que ambos não tinham ligação com a criminalidade e foram vítimas exatamente do recado informal dado pelos chefes de gangues que atuam na cidade da RMS. 
LOCALIZAÇÃO 
O caso está sendo apurado pela 25ª Delegacia Territorial (DT/Dias D'Ávila), que começou as investigações após o comunicado sobre o desaparecimento dos homens. A partir daí, várias pistas falsas chegaram a ser dadas.
Uma delas, inclusive, foi postada no Boletim Diário da Secretaria da Segurança Pública (SSP). O documento, que não é oficial, sustenta que corpos tinham sido achado às margens do Rio Joanes no domingo. O localizador do celular de André também deu uma à Polícia Civil. O aparelho acusava que estava exatamente no Rio Joanes. Uma ação chegou a ser montada pela polícia na quarta-feira (4/3), mas nada foi achado. 
Fontes disseram ao Aratu On que os corpos foram encontrados no rio, situação ainda não confirmada oficialmente pela polícia. O titular da 25ª DT, Vitor Eça, chefia o inquérito.

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