Velório de grafiteiro assassinado no Imbuí é marcado por homenagens - SAJ PUBLICIDADE

DESTAQUES

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Velório de grafiteiro assassinado no Imbuí é marcado por homenagens


O grafiteiro Jailson Galdino Souza dos Santos, conhecido no meio como Scank, foi enterrado na tarde desta sexta-feira (14) no Cemitério Municipal de Brotas, em Salvador. Ele foi assassinado com um tiro enquanto trabalhava, no Imbuí na madrugada desta quinta-feira (13).

Durante o velório, que ocorreu por meio de arrecadações de entes queridos, os amigos e familiares presentes fizeram diversos discursos e músicas em homenagem a vítima. Uma mulher contou durante discurso que Scank começou a grafitar por sentir falta da representação da população nas construções, que costumam serem sempre associadas a nomes de prefeitos e governadores.

“Ele é a nossa referência. Sempre que estivermos na escola vamos sempre falar de Scank, sempre lembrar dele”, desabafou Marcos Mendes, educador e amigo de Jailson.


Foto: Varela Notícias

Scank havia ido a São Paulo em dezembro para fazer uma exposição de quadros inéditos. Apesar da fatalidade, as obras serão doadas ao movimento Casa Ninja, no Rio Vermelho. A informação é de Roca Alencar, pesquisadora em arte de rua.

Scank ganhou ainda mais notoriedade ao participar do movimento CowParade, que expõe obras de diversos artistas nas principais cidades do mundo. “Antes dele as pessoas viam o grafite como como algo marginalizado. O cara pegar a arte de rua, por numa vaca e todo mundo pedir para tirar foto, sem saber que está tirando foto de um grafite. O que a sociedade criticava, ela estava abraçando sem saber”, contou Noite, artista e amigo de Scank.



Umas das obras mais conhecidas de Scank está exposta atualmente no Centro de Treinamento do Bahia, localizado entre os municípios de Camaçari e Dias D’avila. Em redes sociais, o clube prestou homenagens a Jailson.

Surpresa com homenagens

Visivelmente abatida, Leonice Galdino, mãe de Jailson, contou que as homenagens ao filho foram além do que imaginava. Segundo ela, o velório foi um misto de emoções.

“Felicidade junto com tristeza. Em relação as homenagens, eu fico muito feliz. Pena que é um momento tão triste”, desabafou.

Jerry, amigo de Jailson, que estava no momento do crime, afirmou que grafiteiros constantemente são confundidos com ladrões e acredita que o artista foi mais uma vítima das facções criminosas.

O caso será investigado pela Polícia Civil. O autor e a motivação do crime ainda são desconhecidos. Já Jerry terá que fazer uma cirurgia no ombro por conta das lesões sofridas durante a tentativa de homicídio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe a sua opinião!