Polícia Civil acha documento falso usado por miliciano na Bahia que está envolvido na morte de Marielle - SAJ PUBLICIDADE

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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Polícia Civil acha documento falso usado por miliciano na Bahia que está envolvido na morte de Marielle


A Polícia da Bahia encontrou um documento falso utilizado por Adriano Magalhães de Nóbrega, o capitão Adriano, em operação realizada na sexta-feira (31) na Costa do Sauípe, na Bahia. Contra ele, havia um mandado de prisão expedido em janeiro de 2019.

A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pelo G1. Segundo o jornal, a identidade falsa possui uma foto de Adriano usando barba e com o nome de Marco Antônio Linos Negreiros.

Após uma denúncia recebida pela subsecretaria de inteligência, a Polícia Civil do Rio enviou um delegado e dois agentes à Bahia para realizar uma operação em busca de Adriano, que não foi encontrado. A ação ocorreu na sexta-feira (31).

De acordo com a própria polícia, ele é o miliciano que chefia o Escritório do Crime. O grupo de matadores de aluguel atuante no estado do Rio é suspeito de ter ligação com o assassinato de Marielle Franco.

Em nota, a polícia baiana diz que uma equipe prestou apoio à operação realizada na Costa do Sauípe.

Adriano está foragido há mais de um ano, após a Operação Intocáveis. Na ocasião, cinco foram presos acusados de grilagem de terra, agiotagem e pagamento de propina em Rio das Pedras, Zona Oeste. Ele é apontado como um dos líderes do grupo.
Histórico do capitão

Adriano Magalhães da Nóbrega aparece nas escutas telefônicas do Ministério Público como “Capitão Adriano” ou “Gordinho”.

Adriano é considerado por policiais e investigadores como um indivíduo violento. Ex-capitão da tropa de elite da PM, Adriano foi preso duas vezes suspeito de ligações com a máfia de caça-níqueis.

Em 2011, foi preso na Operação Tempestade no Deserto, que mirou a cúpula do jogo do bicho. Na época, a investigação apontou que ele era segurança de José Luiz de Barros Lopes, bicheiro conhecido como Zé Personal, morto no mesmo ano.

Segundo o MP, o ex-capitão também era o responsável pela segurança da esposa de Zé Personal, Shanna Harrouche Garcia, filha do bicheiro Waldomir Paes Garcia, o Maninho, morto em 2004.

Um ano antes, Adriano chegou a ser homenageado pelo hoje senador e então deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Caso Queiroz

Adriano, segundo investigações do Ministério Público, era amigo do ex-PM Fabrício Queiroz, ex-funcionário do gabinete de Flávio Bolsonaro. A mulher e a mãe de Adriano, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega e Raimunda Veras Magalhães, trabalharam no gabinete de Flávio.

O ex-PM teria inclusive recebido repasses de duas pizzarias controladas por Adriano. Dois repasses vieram das empresas controladas por Adriano, de acordo com os investigadores:

  • a Pizzaria Tatyara Ltda repassou R$ 45.330 mil
  • o Restaurante e Pizzaria Rio Cap Ltda enviou R$ 26.920 mil

O MP suspeita que Adriano seja sócio oculto dos dois restaurantes. Formalmente, o ex-policial não aparece no quadro societário das empresas. Quem aparece é a sua mãe, Raimunda.

Os promotores investigam se o saque de R$ 202 mil das contas de Danielle e Raimunda foram entregues em mãos a Fabrício Queiroz, evitando assim qualquer rastro dos repasses.G1

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