‘Rei do Bitcoin’: Empresa deve R$ 507 milhões a mais de 6 mil, diz relatório - SAJ PUBLICIDADE

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terça-feira, 28 de janeiro de 2020

‘Rei do Bitcoin’: Empresa deve R$ 507 milhões a mais de 6 mil, diz relatório


A empresa de criptomoedas de Curitiba, Grupo Bitcoin Banco, deve R$ 507 milhões para 6.445 credores. O conglomerado é controlado pelo empresário Claudio Oliveira, conhecido como “rei do bitcoin”, e desde maio do ano passado não liberou saques para seus clientes.

A dívida consta no relatório inicial apresentado pela consultoria EXM Partners, administradora judicial da recuperação judicial do grupo Bitcoin Banco, feito no final de 2019.

Na época, a empresa afirmou que a medida era “o único meio para permitir o reequilíbrio do negócio, a retomada das suas atividades e o consequente cumprimento de suas obrigações”. 90% dos credores são clientes.

De acordo o Uol, que teve acesso ao relatório, 90% dos credores são investidores com recursos presos nas plataformas de negociação de criptomoedas da empresa, a Negocie Coins e a TemBTC. Antigos clientes do grupo emprestaram até dinheiro da avó para aplicar no negócio.

Entre os credores do conglomerado também está um dos maiores escritórios de advocacia do Brasil, o Nelson Wilians & Advogados Associados. O escritório defendeu o Grupo Bitcoin Banco em 2019, mas deixou o caso. A dívida do grupo com a empresa é de R$ 1,8 milhão.

Procurado, o Grupo Bitcoin Banco informou que não comentará o relatório porque ele faz parte. A crise começou em maio do ano passado quando a empresa afirmou que clientes se aproveitaram de uma falha no sistema para fazer saques duplos nas plataformas de negociação de criptomoeda do conglomerado. Na época, o grupo informou que o prejuízo foi de R$ 50 milhões.

Desde o início da crise, a Polícia Militar do Paraná e oficiais de Justiça do Estado cumpriram diversos mandados de busca e apreensão na sede da empresa e nas residências de Claudio Oliveira.

No ano passado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado financeiro, impediu a empresa e seus sócios de oferecer ao público títulos ou contratos de investimento coletivo.

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