Suspeito de matar jovem gay em bar na Fazenda Coutos se entrega à polícia - SAJ PUBLICIDADE

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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Suspeito de matar jovem gay em bar na Fazenda Coutos se entrega à polícia


A polícia prendeu o suspeito de matar Rodrigo Abreu Santos, 23 anos, em um bar de Fazenda Coutos, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Daniel Marinho Paixão, que era procurado, se apresentou espontaneamente na noite desta quarta (19) no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro da Pituba.
Daniel, que é conhecido como Quatro Olhos, é apontado como o homem que esfaqueou a vítima na madrugada do dia 1º de novembro. Segundo a família, o crime foi motivado por homofobia. Rodrigo chegou a sobreviver ao ataque, mas teve morte cerebral confirmada cinco dias após o ataque.
Antes de ser morto com uma facada no pescoço, Rodrigo pagou um litrão de cerveja para o assassino. O criminoso também pediu R$ 10 ao jovem, que bebia no Bar da Negona, em Fazenda Coutos.
À reportagem, Herick contou que viu quando o bandido surgiu, já na madrugada, e cerca de duas três horas depois, matou o amigo. Em seguida, quando as vítimas buscavam ajuda com policiais que passavam em uma viatura, disse ao policial: “Que nada, isso é briga de viado”, revelou a testemunha, ao defender que o crime foi motivado por homofobia.Rodrigo havia acabado de retornar de Madre de Deus, na Região Metropolitana, acompanhado do amigo, Herick Deivid Santos, 22, na noite da última quinta-feira (31). Decidiram tomar uma cerveja. Chegaram no bar por volta das 23h, quando só havia a proprietária e a companheira. 
“Ele e outro deram boa noite quando chegaram e, pouco depois, pediram uma cerveja. Nós pagamos por educação. Em seguida, mais R$ 10 e falamos que a gente não ia dar, porque já havíamos dado a cerveja”. A partir daí, lembra, o criminoso, que aparenta 28 anos, iniciou uma sessão de agressões verbais.
À reportagem, a Polícia Civil afirmou que o crime é investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios Bahia de Todos os Santos (DH/BTS). “A autoria e motivação a serem esclarecidas”, resumiu a pasta.

‘Briga de viado’
Antes da morte, e após a série de xingamentos, os jovens chegaram a se explicar ao agressor: “A gente não tem obrigação de pagar mais nada, temos a nossa conta, também, não vamos dar. E ele: O que é que você quer, viadinho? Hein, viadinho?”, falou para ele [Rodrigo]”.

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