Pastores acusados de matar Lucas Terras vão a júri popular, decide STF - SAJ PUBLICIDADE

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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Pastores acusados de matar Lucas Terras vão a júri popular, decide STF


Por maioria, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta terça-feira (17), que os dois pastores acusados de assassinar o adolescente Lucas Terra, em 2001, Joel Miranda Macedo de Souza e Fernando Aparecido da Silva, vão a júri popular. O ministro Ricardo Lewandowski foi o voto vencido na seção da Segunda Turma da Corte. Após julgamento do quinto agravo, todos os recursos do processo se esgotaram.

Em novembro do ano passado, Lewandowski decidiu pela anulação do processo por falta de provas, mas o Ministério Público Federal recorreu da decisão, o que levou ao julgamento desta terça. Votaram a favor de levar os religiosos ao júri os ministros Gilmar Mendes, Edson Fachin, Carmen Lúcia e Celso de Mello.

De acordo com o promotor responsável pelo caso, Davi Gallo, agora a decisão sobre a culpabilidade ou não dos pastores cabe ao 2º juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri. “Depende só da juíza Andrea Sarmento marcar o júri. Vou entrar em contato com ela amanhã”, disse.

Em fevereiro deste ano, o advogado da dupla, César Faria, afirmou que eles permanecem atuando em cargos religiosos na Bahia. Para a defesa, Fernando e Joel são inocentes e foram incluídos injustamente no processo. Lucas Terra, que tinha 14 anos, foi encontrado carbonizado em um terreno baldio na Avenida Vasco da Gama e os exames comprovaram que o jovem foi abusado sexualmente e queimado vivo.

O pai do adolescente, Carlos Terra, morreu em fevereiro sem ver o desfecho do caso. Ele sofria de cirrose hepática e, segundo a esposa, Marion Terra, o quadro do marido se agravou no final do ano passado, após tomar conhecimento da decisão de Lewandowski de anular a sentença do TJ-BA, que condenou os pastores pelo crime.

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